quarta-feira, 28 de julho de 2010

Lembranças...

Não sei nem como começar!
É difícil perder um amigo...
Só depois de ver uma reportagem na tv sobre o caso que consigo acreditar nisso tudo. É muito difícil você ver uma coroa de flores no túmulo de alguém que já te fez rir nos momentos mais críticos da vida, que você já tenha compartilhado com ela momentos de alegria. É difícil, mto mesmo! Quando me lembro que você ria das situações mais banais da vida... isso me ajuda a viver desde então.
Me lembro de quando nos conhecemos em Cabo Frio, Peró, carnaval de 2006. Você de bermuda jeans, tenis e uma camisa de linho branca, dessas de botão. Nossa amiga Amanda que nos apresentou. Naquele mesmo dia fomos p night de arraial do cabo. Dali trouxemos nossa amizade para o RJ. No fim de semana seguinte ao carnaval já estavamos todos no Rei do Bacalhau. Ali nossa amizade começou a crescer. Depois daquele dia, sempre estavamos em todas as nights do RJ.Em julho do mesmo ano você me deu um susto. Caiu de mtos metros acima! Como a gente costumava dizer "gato é f... né? Várias vidas!". Um dia depois do meu niver fui ao hospital. NOSSA você tava destruído: com as mãos muito inxadas, sem alguns dentes, com o rosto um pouco deformado, com uma sonda, com as pernas enfaixadas... Mesmo assim, nessa situação, você tava zuando no hospital.Na sua recuperação, acho que nos falamos praticamente todos os dias. "E entrou uma barata no meu quarto! Eu na cadeira de rodas, gritando para o Everton matar aquele bicho!"; ri muito quando você soltou essa!
Foi nessa época que conheci um outro lado seu. Não sabia que você sacava tanto de cultura greco-romana. Pensei "UAU, alguém para debater e conversar comigo sobre o que eu gosto!". Fiquei perplexa naquela noite.Quando você voltou a andar, depois um bom tempo, lá vem você com aquela bengala. Aquela que mesmo que não precisa mais, mas usava assim mesmo, dizendo que era deficiente e por isso não enfrentava filas etc.
Através de você conheci um outro amigo: o André. Uma pessoa que tá sendo fundamental nesse momento de dor, que me deu força até agora.
Também me lembro de uma vez que eu tava baixo astral. Quando te contei o motivo, é claro que você fez chacota né? O que já era esperado, afinal você adorava fazer suas piadinhas que eram engraçadas mesmo, eram elas que as vezes me confortavam e me mostravam que eu era maior do que determinada situação.
Naquele dia "Ahh então vamos sair!" "Mas ainda é de tarde!" "Vamo no cinema ver Harry Potter, nunca vi nenhum, mas vamo ver!". Detalhe: já estava no Harry Potter 5. Depois do cinema, ele disse q ia me levar num lugar: "olha o lugar que tu vai me levar hein, tá achando que eu sou a mulher da escola de samba! (off.)" Ele deu uma gargalhada, me olhou nos olhos e disse "Um lugar maneiro que quase ninguém pode ir assim!". Fomos na pista de pouso do aeroporto internacional! Realmente era muito bonito. Aquelas luzes esverdeadas vindo do chão... Ah! Também fomos admirar a arquitetura do teatro municipal! Fora os casos trágicos que você já vivenciou que você transformava em piada né?
Tinha tempo que não conversavamos, mas você é um amigo especial, que eu sempre me lembrava e falava "mal" (mentira!). É difícil saber que não o verei nunca mais, nem ao menos passando de carro, buzinando e acenando! Obrigada pelas coisas que me ensinou, pela força quando fui tirar carteira de motorista (ESSA EU NAO ESQUEÇO! "Vo parar p você dirigir!" "Mauro, só tive uma aula, não sei dirigir!" "Vai aprender agora! Dirige!" "to com medo!" "Vai, vai, vai". A discussão continuou mas eu venci rs e também tinha o "vamo marcar que vo t dar aula!"), pela força nos meus momentos de fraqueza ("Tu tá com aquela danada!?", "eu odeio aquelas trevas", "Tô bolada então vamo sair") e por ter dividido tempos de alegria comigo!
Desculpe por não ter lhe dado um último adeus, o qual dei da minha forma e obrigada por tudo, inclusive as influências ruins hehehehe ("Olha! Ela até parece gente grande!") e espero que nos encontremos mais para frente!
Fique em paz!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

**Tudo vale a pena. Se a alma não é pequena.**


Felicidade sem tamanho, apesar do cansaço - é assim que venho me sentindo, e até mesmo no trabalho eu tenho rendido mais, tenho me sentido mais feliz. Quando estamos de bem conosco, tudo parece que dá certo, não é verdade? Porém ando cheia de tarefas: são exercícios de revisão para os alunos, é revisão de livro, é prova na pós, é correção de teste e prova, feira de ciências (que não foi realizada devido à chuva)... Ufa! São muitas atividades. Ainda preciso arrumar tempo, que eu não abro mão nunca, para o namorado, para comprar meus presentes de natal, para fazer aquelas coisinhas de mulher: unha, cabelo...

Hoje fiquei muito feliz ao abrir meu e-mail. Recebi a seguinte mensagem:
"I miss your classes. It was the funniest that I've attended.". É gratificante você receber um e-mail desses depois de 1 ano que essa turma concluíu o curso. É ótimo saber que não fui esquecida, que pude ser espelho para muito dos meus alunos - alguns deles decidiram seguir os passos da "teacher" aqui - fiz muitos passarem a amar o inglês, como se fosse um termômetro, do zero ao dez, mostrei que não é tão difícil assim, encoragei, dei forças para aqueles que queriam desistir, fiz amigos-alunos...

Lembro-me do meu professor mais do que querido, Professor Fábio Prado. Foi ele quem foi meu espelho! Muitas das atividades que faço com meus alunos, o professor Fábio fez com a minha turma. Na época eu tinha apenas 14 anos, hoje estou com 22, e ainda sinto um carinho muito especial por aquele que foi decisivo na hora de escolher a minha carreira.Durante as aulas, apesar de tímida, eu queria era falar, afinal estudava com professor Fábio, conhecido no curso como o melhor. Ele era estimulante, ele sabia como me fazer falar, apesar da vergonha, não foi à toa que tirei 10 em fluência. Fiquei feliz em saber, quando ele partiu para Curitiba, que eramos a sua última turma naquele lugar e me lembro como se fosse hoje do seu pequeno "speech". Há pouco tempo algumas mensagens e fiquei sabendo que ele ainda está em Curitiba, na rede concorrente e montou seu próprio curso de inglês.

As vezes a vontade de jogar tudo para o alto é grande, mas quando começo a me lembrar da minha primeira turma na Fundec, de todas as outras mais que passaram por mim, quando recebo telefonemas de ex-alunos dizendo que querem retornar, mas tem que ser comigo, quando vejo fotos, quando recebo lembranças e elogios dos alunos, quando vejo quantos amigos fiz, ou quando alguém chega perto e fala: "estou fazendo letras por sua causa!", vejo que nada foi em vão, que tudo não é tão ruim como eu imagino pois são raras as vezes que acho que faço um bom trabalho.

That's it!