"Well... In your opinion, who is fragile? Man or woman? Why?" O "brainstorm" (desculpe, mas não sei a tradução disso, só sei o uso da palavra, mal de professor de língua estrangeira né? As vezes sabe, mas não sabe; antagônico? sim, mas a pura verdade! Que eu saiba ainda não me chamo dicionário) começou exatamente há uns minutos atrás, quando comecei a montar a aula que vou dar hoje à noite. A unidade fala exatamente das características, de um modo geral, pertencentes às mulheres e aos homens, criando, de certa forma, esteriótipos. É bem provável que você, que está lendo, responderá a pergunta como "a mulher, é claro!".
Lembremos daquelas da era clássica ou medieval, as quais tinham uma única serventia: a reprodução. É minhas queridas, aquelas sofriam, as romanas por exemplo, não eram dignas, se quer, de terem o amor de seus maridos, afinal o amor só podia existir entre os homens, tá ai a resposta para o grande número de homens gays da época; e quanto às medievais, não me esqueço de um professor que tive no segundo grau falando, ou melhor, repetindo o julgamento dos padres "Como pode ser de Deus um bicho que sangra todo mês e não morre?!" Por isso eramos as bruxas feiticeiras, o que desencadeiou a morte na fogueira santa, que de santa não tinha nada.
Obrigada às revoluções industriais, que apesar de terem sacaneado muito as mulheres, foram uma das brechas para, nos anos 60, a revolução feminina. Como julgar uma mulher "frágil", se até controlar um aspecto biológico, ela consegue? Mas mesmo assim, ainda houveram aqueles casos de "mulheres que viviam em prol da família", tiro isso pelas minhas próprias avós.
Meu avô, por parte de pai, morreu; minha avó ficou praticamente perdida, ela só sabia executar o que o marido mandava, mesmo tendo sua própria independência financeira. Ela mesmo dizia que não sabia nem onde pisar sem seu digníssimo companheiro, afinal foram muitos anos de convivência e segundo ela mesmo, ela vivia para servi-lo; já a minha avó por parte de mãe, mesmo sabendo de todas as burradas cometidas pelo meu avô (com certeza se fosse comigo já tinha mandado matar hahahaha Tudo bem... exagerei; mas ia querer muito que ele se danasse sozinho) ainda sim o servia, cuidando da roupa, da comida, dos remédios, mas não dividia o mesmo quarto com ele, e assim foi até o fim dos dias o mesmo, ou seja, ela não teve coragem da separação, nós mesmos perguntamos à ela, e ela afirmava que já estava velha mesmo, para "deixar rolar".
Minha mãe não, já é um pouco mais moderninha em alguns aspectos. Não sabe cozinhar, quando resolve fazer alguma coisa, faz de qualquer jeito e fica tudo uma perfeita porcaria, mal feito mesmo. Não lava roupas, só se for na máquina e muito menos as passa. Mesmo assim, não servindo à casa, ainda tem um pensamentos, como costumo dizer, muito anos 20. Não consegue falar sobre sexo, nem sobre relacionamentos, por exemplo. Quando resolve me dar conselhos, eu não aguento, afinal são coisas que já estou mais do que careca de saber, só falta falar coisas do tipo "meninas tem florzinhas", sabe? São aqueles conselhos que pais costumam dar para criancinhas mesmo, evitando falar determinadas palavras... enfim... Nunca se interessou por nada, pra que agora né? Mas... voltando...
O que eu não consigo entender é que, por décadas, ou melhor centenas de anos, lembrando por exemplo de queen Elizabeth e Joana D'arc, lutamos pela igualdade, pela nossa entrada no mercado de trabalho, mostrando que somos até melhor qualificadas a eles, lutamos pelo uso de métodos anticoncepcionais, mas mesmo assim muitas se recusam a trocar um pneu, por exemplo, julgando como papel de homem, que a ele também cabem tarefas como trazer o sustento para casa, ou até mesmo substituir as lâmpadas queimadas.
Os seres humanos são uns bichos muito estranhos mesmo, muito difíceis de entender. Num momento são fortes, uma fortaleza inpenetrável, mas é só virar as costas... pronto! O forte desaba e é engolido. Lutamos uma vida inteira por ideais, que, de certa forma, tornam-se contraditórios quanto às nossas atitudes. No fundo ainda mostramos fragilidade e submissão. Será isso bom ou ruim? Não sei responder.
Outra coisa que não entra na minha cabeça é: por que homem não pode chorar? E por que, quando cuida dos afazeres domésticos, corre o risco de ser criticado? Afinal são coisas tão bobas e facilmente executáveis, uma posição um tanto machista.
É difícil julgar tudo isso. Eu, por exemplo, tem horas que estou extremamente sensível; choro por qualquer coisa: um filme, um episódio de novela, uma cena bonita ou inesquecível que me venha a cabeça, ou quando tenho muita raiva de determinada coisa; mas as vezes sou um forte, mostrando até um pouco de agressividade; sou um pouco durona! (pode acreditar!), mas no fundo no fundo sou uma bela duma manteiga derretida que não sabe, de repente, expressar o que sente e acabo, por fim, agindo por impulso, chorando ou brigando; discutindo.
Lembro-me das vésperas do dia dos namorados. Lá fui eu comprar um cartão. Entrei na mesma loja muitas vezes. Praticamente todos os dias que eu ia trabalhar, eu entrava naquela mesma papelaria; achei até que alguns funcionários poderiam ter más ideias em relação às minhas idas à loja, afinal eu sempre estava lá, olhava, olhava e no final não comprava nada. E este ato se repetiu inúmeras vezes. E a pior parte era: eu sempre ia ver os cartões. Lia praticamente todos, quando eu conseguia né? Porque eu sempre chorava no meio das minhas leituras. Era praticamente impossível ler todos os cartões. De repente era por isso que eu ia tantas vezes naquele lugar: para conseguir ler todos.
Os dias de TPM... Puxa vida!! Os dias de tpm! Eles me deixam ou muito sentimental, me deixando até muito chata, é horrível você conversar com alguém que só sabe chorar; ou muito agressiva, querendo mandar muitas pessoas para o inferno ou até mesmo perdendo a paciência, muitas vezes, explodindo, falando o que me dá vontade, magoando, as vezes, as pessoas que eu gosto; fico um pouco sem limites, tenho até vontade de bater, mas para isso não acontecer, acabo quebrando alguma coisa, jogando algo no chão... Fico um pouco grossa e agressiva mesmo.
Recordo-me do dia em que uma mulher, andando na rua, parecia uma bêbada, não conseguia andar em linha reta (se você for mulher, lembre-se: NUNCA ANDE DE SALTO SEM SABER!). Eu estava com muita pressa e tentava passar a frente dela, mas como ela andava em zigue-zague... Por fim, lembrei de uma locomotiva e acelerei, com toda voracidade que tinha dentro de mim... PRONTO! Quase foi uma "não-sabe-andar-de-salto" no chão. Acredita que ela ainda teve a coragem de me xingar? No dia eu não estava nada sensível, ao contrário, tava num stress só "Ahhh aprende a se vestir bem e a andar de salto, minha filha! Depois sai na rua! De repente ninguém passa por cima de você novamente!". Acho que ela não gostou muito!
Também tem a briga no segundo grau! Coitada da Renata... lá estava eu, no final da aula, na porta da escola. E cadê ela? FUGIU!! Não era ela que era a boazuda? Dançou nenem. A melhor parte era a cara do Rafael Carvalho "Nossa Tatá, eu já tinha ouvido que você era assim, mas ver é outra coisa né?". Ele ficou boqui'aberta.
Acho que já até saí um pouco do contexto, mas para finalizar, é difícil julgar quem é frágil, quem é mais forte... Todos tem seu momento sentimental e seu dia em fúria, como costumo dizer. Apesar dos esteriótipos, nós, mulheres, oscilamos muito: temos nossos dias de feminismo, porém ainda precisamos do homem, afinal qual mulher que mata aquela baratinha que aparece na casa, ou qualquer outro inseto, o qual não gostamos?, fora a isso, quem não precisa dum "cobertor de orelha"? Quem consegue viver sozinho, sem a cia do sexo oposto?